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CRÔNICAS DE ONDE EU VIM: “QUANDO ÉRAMOS DEUSES”


Figuras menores e existências problemáticas que hoje se lançam nas redes sociais para “opinar” sobre a política guairense não passam, todas elas, de exemplos perfeitos de idiotas que perderam a modéstia


Quando éramos deuses,há um quarto de século; descíamos de helicóptero. Quando éramos deuses, há quase três décadas;da aeronave surgiam homens respeitados. Quando éramos deuses, há vinte e cinco longos anos;nos palanques explodíamos de emoção. Quando éramos deuses, quando os idiotas ainda usavam fraldas; sempre tínhamos ao nosso lado figuras históricas. Quando éramos deuses e estávamos apenas iniciando uma jornada virtuosa, nos vestíamos com a bandeira da cidade. Hoje, o que vemos são incultos golpistas financiados por mecenas interessados no butim público desfilarem como “cientistas políticos” que sequer conhecem, minimamente, a história política da cidade que tem de suportá-los. É por isso, que os desprezo. É por isso, que os venço sempre. É por isso que jamais passam do segundo lugar. É por isso que nasceram para ser “os primeiros” dos últimos. Figuras menores e existências problemáticas que hoje se lançam nas redes sociais para “opinar” sobre a política guairense não passam, todas elas, de exemplos perfeitos de idiotas que perderam a modéstia. Nem com muito esforço e fé cognitiva conseguem perceber que a história que vivem e sobre a qual acham que sua opinião tem alguma importância, foi sempre escrita pelos vencedores. Para enxergar o quadro por inteiro, é preciso antes pintá-lo. Para entender a alma do guairense é preciso sê-lo com a fome dos que se interessam pelo que está por trás das cortinas. Para ser invicto é preciso ter escrito a história.

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