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CRÔNICAS DE ONDE EU VIM: COM QUANTAS VELHACARIAS SE FAZ UMA MATÉRIA BANDIDA?


 

Tão independente quanto um adolescente que depende do pai até para o “Neve”, Jornal O Guaíra publica matéria que tenta deslegitimar campanha de José Eduardo


 

Por trás da velhacaria, as digitais da jornalista que serviu a campanha de Claudio Armani sem deixar a redação do periódico




 Quem depende de emprego na redação de um pasquim que sempre foi mal das pernas merece toda a minha desconfiança. Se não merece a sua, o problema não é meu. Com quantas velhacarias se faz uma matéria tendenciosa? Simples. Com tantas quantas forem necessárias. É assim que o periódico dos Lacativa, onde já bati ponto há quase 30 anos, presta-se a posar de independente sob os holofotes enquanto, atrás das cortinas, sempre passa o chapéu quando a coisa aperta.  Até onde se sabe foram incontáveis as vezes que os “imparciais” do “jornal a serviço da comunidade” pediram socorro ao prefeito José Eduardo Coscrato Lelis; mesmo antes que o filho de seu Adnaer e Dona Edna chegasse ao comando do município. Quem conhece a história sobre  como a revista Agro, do mesmo “Grupo”(sic),  conseguiu entrar no mercado do agrobusiness paulista vendendo espaços, principalmente com a chancela “publieditorial”, sabe exatamente do que estou falando. Pois bem. A jornalista responsável que labuta na redação de O Guaíra, Aline Casado, com formação profissional, diploma e o escambau, é a mesma que durante todo o ano passado serviu a campanha da candidatura derrotada dos Armani sem – repare a fofura –  se afastar do periódico. Isso mesmo. Ela trabalhava para um candidato e cobria,para o jornal,  como “jornalista”, as eleições das quais ele participava. Falo com a autoridade de quem já fez o mesmo. Em 1996  fui o marqueteiro da surpreendente campanha de Jorge Domingos Talarico à prefeitura sem me afastar do  jornal o Guaíra, onde eu era diretor de redação. Acredite: é impossível separar as coisas. Dizem por ai que a intrépida só não ganhou o Nobel da “Isenção” e a estatueta Óleo de Peroba porque já tem a estante cheia de premiações do tipo . Pois bem. O jornal O Guaíra trouxe ontem matéria que informa que “as contas de campanha” do prefeito José Eduardo foram reprovadas pela Justiça Eleitoral. O texto preguiçoso escrito pela “marqueteira”(sic) dos Armani sugere que as contas de JE candidato foram “criminosas”. Típico do jornalismo de chinelagem. Será preciso agora o jornalista precário aqui corrigir a lambança da colega “profissional” de lá. Vamos aos fatos. O plural “contas” coloca em um mesmo balaio tudo o que José Eduardo fez de forma absolutamente correta na gestão de seus recursos de campanha. A manchete bandida do jornal não encontra respaldo na verdade. A “reprovação” das “contas”  de campanha de JE, a bem da única verdade, reside em apenas um fato controverso que a própria legislação eleitoral não define com clareza: o limite de doação pessoal de recursos do próprio candidato. Diz a lei que candidatos do porte de JE podem doar à própria campanha um teto de R$ 20  mil (algo em torno de 10% do valor global declarado). O que aconteceu? José Eduardo, como candidato a prefeito, doou à sua campanha os R$ 20 mil permitidos (R$ 19.570 para ser mais preciso)  e Renato Moreira, o candidato a vice, doou também à mesma campanha outros R$ 20 mil. Repito: mal feita, a lei não deixa claro se realmente  o tal “teto” é restrito ou não ao cabeça de chave. Como os rincões do Brasil estão repletos de “Juízes de Aço”, que interpretam a legislação como bem entendem com decisões que geralmente  são reformadas nos tribunais superiores, está garantida a manchete velhaca. A coisa não vai mudar. A proprietária do periódico vai correr às redes sociais e fazer o de sempre: posar de vítima do jornalista sem escrúpulos de Brasília. Na idade que tenho e com a história que construí estou solenemente usando o “Neve” (só que eu pago o meu)  para ela. No mais, tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes: profissionais coleguinhas de onde eu vim continuarão sofrendo de vertigens de baixa altitude sem nunca, absolutamente nunca, conseguir vencer aquele que, com o pé nas costas e a 700 quilômetros de distância, ganha todas enquanto mostra, como ensinam os chineses,  que meias verdades são, na verdade, mentiras inteiras.

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